quinta-feira, 27 de março de 2008

¿CÓMO SERÉ...

¿Cómo seré
ocuando no sea yo?
Cuando el tiempo
haya modificado mi estructura,
y mi cuerpo sea otro,
otra mi sangre,
otros mis ojos y otros mis cabellos.
Pensaré en ti, tal vez.
Seguramente,
mis sucesivos cuerpos
-prolongándome, vivo, hacia la muerte-
se pasarán de mano en mano
de corazón a corazón,
de carne a carne,
el elemento misterioso
que determina mi tristeza
cuando te vas,
que me impulsa a buscarte ciegamente,
que me lleva a tu lado
sin remedio:
lo que la gente llama amor, en suma.
Y los ojos
-qué importa que no sean estos ojos-
te seguirán a donde vayas, fieles.


Pintura de John William Waterhouse
Texto de Ángel González Muñiz

EleNa.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Barcos de bom porto



Podemos pintar quadros a óleo, a pastel, com aquarelas, a carvão,...a cores ou preto e branco.

Usamos pincéis e técnicas que nos ajudam a ir delineando traços, silhuetas, sombras...
Com os pincéis e as técnicas, o quadro vai ganhando pequenas imagens e pouco a pouco o quadro ganha uma forma, transmite algo e dá a conhecer um pouco do artista aos outros

Não existe obra sem trabalho...
Não existe artista sem orgulho da sua obra.


Ana


Fotografia: Coimbra Antiga (Rio Mondego)
Retirada da Net

sábado, 15 de março de 2008

Línguas de Gato

Sempre que um pacote de línguas de gato é comprado e aberto...torna mais vivas algumas memórias do passado.

Como é inacreditável como algo tão simples pode ganhar uma grande dimensão nas nossas recordações.

Certo dia, eu e a Elena lá pelo ano de 2002, num dia muito cinzento, fomos passear até ao Continente. Que rico sítio para irmos passear :D Um lugar onde só vendem produtos de toda a espécie. Como estava na hora do lanche e, nessas horas, o estomâgo não perdoa...decidimos comprar as famosas, as fantásticas, as maravilhosas, as originais LÍNGUAS DE GATO.

Feitas as compras decidimos voltar para casa...mas, chegámos à porta, e chovia tanto que demos meia volta e fomos procurar um lugar para nos sentarmos. Esperar em pé, isso é que não :)

Fomos sentar junto a uma janela, ou seja, estavamos sentadas, dentro do Continente, mas olhar para a rua a ver chover. Decidimos lanchar mesmo ali. Entre partilhar o pacote e a olhar para a chuva acabámos por ficar ali um bom pedaço de tempo e, hoje em dia, curiosamente este momento é recordado pelas duas :)


Ana

Foto: Ana

quarta-feira, 5 de março de 2008

Sempre volta e há margaridas.




O tempo sempre volta a nós.

Traz sempre com ele as memorias.

Dâ-nós a ver a vida mesma.

Que a vida tem surpresas das que ñ ficamos á espera.

A vida é um livro onde o tempo pode

mover as páginas á vontade.

Tanto faz se as historias desse livro ficam fechadas ou abertas.

A vida é um livro com margaridas.




EleNa Martín.

domingo, 2 de março de 2008

Tempo a correr.


Sento como a vida corre e corre entre as rodas da minha bicicleta.
Fico a olhar para ela e pergunto-me cómo sente a minha bicicleta.
Velha e magra ficou tras tanto tempo a correr como a vida mesma.
Que foge do tempo mas o tempo também foge com ela e eu com os dois.



Para Celeste, Silvina, Ana e para mim mesma. Por o tempo que sempre esta a correr entre as rodas ou peles mesmos anos.


Fotografia e texto: EleNa Martín. " Tempo a correr"

EleNa Martín.